06/08/2012
15/05/2012
Tema: A importância da mentira para a sociedade - Prof. Jonas Araújo
A SOCIALIZAÇÃO DA MENTIRA
Das simples às mais cabeludas, a mentira sempre teve seu espaço na sociedade, tornando-se parte do cotidiano e uma convenção social. A verdade, por muitas vezes, acaba afetando negativamente mais que a mentira.
Certas “verdades” não existem, porque na realidade não passam de mentiras. A única certeza que há é que a verdade nunca é boa; e essa é a premissa básica para a existência da mentira.
Não basta apenas mentir, tem que saber como. Mesmo sendo aceita como um ato errôneo (eticamente falando), tem que saber como errar. A força e a crença do mentiroso em sua própria mentira torna-a mais sedutora, aumentando seu poder de convencimento.
Tudo na vida é, foi, será ou terá uma mentira e, ironizando o que nos foi ensinado, devemos transmitir aos nossos filhos a importância da mentira na vida adulta. Devemos mostrar-lhes que a vida adulta como é hoje seria impossível sem a mentira, porque, em muitos casos, dela depende a sobrevivência.
17/12/2011
Wishes
Querer gritar
E assim, calar
Querer cantar
Para, então, saciar
Essa vontade que tanto me corrói
Que tenta, mas não destrói
Antes cantar, gritar
Antes saciar, calar
04/07/2011
Outros reis?
Certas pessoas me falaram que quando eram crianças, queriam ser como algumas pessoas na tv, inclusive a Xuxa. Eu não me lembro de querer essas coisas. Quando eu era criança, eu era REI... Não nesse mundo, mas de outro, onde a honra era valorizada e fazia de tudo pelo meu povo. Lutava contra ciclopes, contra dragões para poder voar neles, disputava corrida com centauros. Guerreava em enormes exércitos. Quando não era rei, eu era apenas um andarilho, um aventureiro sem rumo nem destino. Um guerreiro que vivia só pelos seus ideais. E quando estava muito só, podia contar com meus amigos, para dividir o mundo. Hoje as coisas são diferentes… Não sou contrário a esses novos pensamentos. Só me sinto só por não encontrar outros "ex reis" perdidos por aí.
Por Pedro Enrique Sousa Cáceres
02/05/2011
P/ Marlise [II]
ALCOOL: A DROGA SOCIAL
O uso de álcool entre os adolescentes está virando um quadro cada vez mais comum e, como consequência, vem sendo um tema controverso no meio social brasileiro.
Mesmo que seja proibido por lei a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, é prática comum entre os mesmos, seja em casa, nas festas ou mesmo em ambientes públicos. A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente a tal situação: por um lado, condena o abuso de álcool pelos jovens mas é tipicamente permissiva ao estímulo do consumo por meio da propaganda.
Além disso, há outro fator que contribui para o consumo: o estereótipo de que droga é só maconha e cocaína. E, esse quadro tende a avançar porque os controles sociais estão ficando cada vez mais instáveis. Os pais se preocupam com as “drogas”, mas toleram o álcool.
Culturalmente, tendem a associar bebidas alcoólicas à alegria e a festas, estimulando indiretamente seu consumo excessivo. A nossa geração está começando a achar que o cigarro é ruim; no entanto, continuamos com a ideia de que ficar bêbado numa festa é divertido.
A política de repressão e negativação ao cigarro é um bom modelo inicial para sustar a tragédia que o consumo irresponsável do álcool vem fazendo acontecer no mundo. Não é à toa que o consumo do cigarro decresce e o de bebidas alcoólicas tende a aumentar. Enquanto não cessarem o apologia da mídia ao álcool, a nossa produção de bebida alcoólica será diretamente proporcional à produção de sangue.
14/04/2011
P/ Marlise
QUEBRANDO E RESPEITANDO BARREIRAS
As fronteiras, inicialmente foram criadas para delimitar regiões, e tais limites davam a sua posse a determinado povo. O homem sempre busca expandir seus limites, e essa ambição pelo poder territorial levou à declarações de guerras devido às terras e seus donos. À medida que o homem progride, o conceito de fronteira torna-se mais complexo e amplo, não se referindo apenas à delimitações, mas também às relações humanas e seus conflitos.
O quadro ambicioso do homem não mudou. Até hoje ele busca adquirir novas propriedades, e isso passa a ser uma característica inerte a ele, já que desde o início da privatização há conflitos por posse de terras. No contemporâneo, temos como por exemplo a exploração do petróleo na região do Oriente Médio, despertada após a Primeira Guerra Mundial e das reservas de diamantes em países como a Serra Leoa, a República Democrática do Congo e a Angola. Tais fatores são responsáveis pela miséria da população local. Ao que se trata sobre delimitações físicas, o homem age por impulso egoísta e capitalista para modificar a favor de suas vontades.
Entretanto, há outro significado para “fronteiras”; este atinge o homem de uma forma muito mais complexa. Além do sentido anteriormente designado, também assume o significado de impor regras; limites no que dizem respeito ao comportamento às relações entre homem e sociedade, até mesmo barreiras do próprio ser humano, como medos e receios. Mas, tais barreiras devem ser respeitadas pra a um bom convívio social. Mas, ainda assim, ainda existem barreiras à favor do homem, como no campo tecnológico, que são quebradas constantemente com a criação de novos instrumentos que facilitam a vida da sociedade como um todo. Há também as limitações pessoais, que ajudam a fortalecer a personalidade e o caráter do homem, que são as barreiras mais difíceis.
As fronteiras são importantes para denotarem limitações necessárias para os seres humanos. No espaço físico, organizam e separam os diferentes povos; no ciclo emocional, criam novas perspectivas de vida. Cabe a cada um de nós reconhecer o nosso limite e respeitá-lo, superando suas barreiras.
11/04/2011
O seu e o meu não é o nosso
É muito mais fácil culpar aos outros do que a si mesmo, feito aquele ditado: pimenta nos olhos dos outros é refresco. As coisas tendem a pesar menos quando não estão nas suas costas.
É muito fácil ser honesto quando não temos acesso à fortunas, assim como também é simples appontar o outro ou ser a palmatória do mundo quando nunca passamos pela mesma situação.
Os problemas dos outros são banalizados, enquanto o seu problema é um problema de verdade. Você resolveria o problema alheio com um telefonema, mas o seu você não consegue resolver nem com uma mera palavra ou ação.
A vida é mesmo muito engraçada, ora você é a vítima, ora o vilão. Às vezes você recebe aplausos pela canalhice, noutras atua muito bem e não há ninguém na plateia para vê-lo. Nas horas ruins, você ouve o conselho das amigas apenas dê um basta e lembra que já fez uso de tais palavras, talvez no mesmo tom, talvez na mesma indignação.
É fácil ser honesto quando não há oportunidade de desviar zilhões para sua conta corrente, assim como é fácil dizer apenas deixe. Tranquilo também é ser fiel quando ninguém lança uma piscadela para você.
Há inúmeros problemas alheios que são solúveis, mas quando eles estiverem bem diante de você, será que terão a mesma aparência branda?
"Parece que conheço todos os clichês, mas não sei combiná-los de forma crível. Ou talvez essas histórias sejam terríveis e grandiosas justamente porque todos os clichês se entrelaçam de modo inverossímil e ninguém mais pode desembaraçá-los. Mas quando se vive um clichê é como se fosse a primeira vez que acontece e não se sente pudor."
ECO, Umberto – A Misteriosa Chama da Rainha Loana.
O impacto social da mídia
A mídia, presente entre nós desde os tempos primordiais, está cada vez mais atenuandos temas comuns no mundo contemporâneo, como por exemplo simples conflitos familiares.
A evolução no setor das telecomunicações alterou profundamente a comunicação, proporcionando novos meios comunicativos de longa distância. A tecnologia de toda essa massa de informações tem tornado a comunicação toda vez mais fácil; hoje as crianças são incentivadas a utilizar meios de comunicação como o computador na escola e devem ter uma compreensão geral das diversas tecnologias disponíveis. No entanto, há o argumento de que certos meios comunicativos podem dificultar a comunicação frente-à-frente, podendo resultar em dificuldades como, em alguns casos, a fraude de identidade.
Com o passar dos tempos e com a evolução dos meios comunicativos, vem apresentando diversos fatores positivos e negativos para a sociedade em geral, e uma das maiores preocupações é acerca dos jovens, que ainda estão formulando sua personalidade, juntamente com suas opiniões. Alguns psicólogos de todo o mundo estão analisando os efeitos do uso excessivo das redes sociais em suas vidas.
A falsa realidade exposta nas redes sociais, onde os usuários apenas publicam o melhor de si, muitas vezes acarreta a baixa autoestima por parte dos jovens. Em vez de os jovens resolverem suas questões sociais, tentam se proteger no mundo virtual.
O mau uso das redes sociais e da internet ainda afeta uma pequena porcentagem dos usuários. “Alguns são viciados em jogos, outros em compras, outros em redes sociais. O mais comum é o cybersex, compulsão por sexo na rede. E o adolescente está justamente na fase da formação sexual. Como consequência, percebemos as excessivas práticas entre os jovens”, analisa a psicóloga Luciana Nunes, diretora do Instituto PsicoInfo – que trata usuários dependentes da internet e suas consequências psicológicas, como depressão e ansiedade.
Essa dependência também está presente em adultos que apresentam perfil compulsivo. Outros pontos a serem testados, é a questão do anonimato e da evasão e a descarga emocional gerada ao conectarem-se.
Com o passar do tempo, a tendência será de muitas pessoas aderirem à essas redes para os mais diversos fins, logo, serão utilizadas para os fins que cada uma foi criada.
<continua não-sei-quando>