ALCOOL: A DROGA SOCIAL
O uso de álcool entre os adolescentes está virando um quadro cada vez mais comum e, como consequência, vem sendo um tema controverso no meio social brasileiro.
Mesmo que seja proibido por lei a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, é prática comum entre os mesmos, seja em casa, nas festas ou mesmo em ambientes públicos. A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente a tal situação: por um lado, condena o abuso de álcool pelos jovens mas é tipicamente permissiva ao estímulo do consumo por meio da propaganda.
Além disso, há outro fator que contribui para o consumo: o estereótipo de que droga é só maconha e cocaína. E, esse quadro tende a avançar porque os controles sociais estão ficando cada vez mais instáveis. Os pais se preocupam com as “drogas”, mas toleram o álcool.
Culturalmente, tendem a associar bebidas alcoólicas à alegria e a festas, estimulando indiretamente seu consumo excessivo. A nossa geração está começando a achar que o cigarro é ruim; no entanto, continuamos com a ideia de que ficar bêbado numa festa é divertido.
A política de repressão e negativação ao cigarro é um bom modelo inicial para sustar a tragédia que o consumo irresponsável do álcool vem fazendo acontecer no mundo. Não é à toa que o consumo do cigarro decresce e o de bebidas alcoólicas tende a aumentar. Enquanto não cessarem o apologia da mídia ao álcool, a nossa produção de bebida alcoólica será diretamente proporcional à produção de sangue.
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